Guitarrista · BR
AK

Andreas Kisser

Andreas Kisser está no Sepultura desde 1987 e é parte essencial da transformação da banda em uma referência mundial do metal. O som de Andreas Kisser não depende só de peso: vem da combinação entre riffs secos, palhetada precisa, solos com tensão e uma leitura de groove que deixa a guitarra sempre encaixada na banda.

8Equipamentos
2Análises
1980sDesde
Sobre

Quem é Andreas Kisser

Andreas Kisser entrou no Sepultura em 1987 e se tornou uma das peças centrais da identidade sonora da banda. O site oficial do Sepultura lista Andreas como guitarrista atual e registra o nome completo Andreas Rudolf Kisser, nascido em São Bernardo do Campo. Para o Trastes, Andreas importa porque sua guitarra conecta várias fases do Sepultura: o thrash mais técnico de Beneath the Remains e Arise, o groove seco de Chaos A.D., a expansão rítmica de Roots e a fase moderna de Quadra.

A função de Andreas no Sepultura não é apenas tocar rápido. Ele escreve riffs que precisam funcionar como engrenagem de banda: guitarra, baixo e bateria batendo juntos, sem o timbre virar uma massa sem forma. Por isso, o som costuma pedir menos excesso de grave e mais ataque de palheta, médios firmes e controle de ruído. O riff precisa parecer físico, mas ainda precisa deixar a nota ser entendida.

A assinatura Jackson Pro Series Signature Andreas Kisser Soloist Quadra resume bem essa lógica moderna. O modelo oficial tem corpo de nyatoh, braço de maple neck-through com reforço de grafite, escala de ébano com raio composto 12"-16", 24 trastes jumbo, captador EMG 81 na ponte, volume único e Floyd Rose 1000. É uma guitarra sem distração: uma ponte, um captador principal, ataque forte e estabilidade para palco.

A base de rig documentada também ajuda a manter um padrão de página mais forte: Premier Guitar lista Orange Rockerverb 100 MKII, caixas Orange 4x12, Dunlop Cry Baby Andreas Kisser Signature Wah, efeitos Boss/MXR, cordas SG Andreas Kisser Signature, palheta Dunlop Tortex 1.0 mm e cabos Tecniforte. Na turnê de despedida, a Audio-Technica documentou AE6100 e AE4100 para os vocais de Derrick, Paulo e Andreas, o que registra a função de backing vocal sem transformar microfone no centro do timbre de guitarra.

Estilo

Estilo e timbre

O timbre de Andreas é seco, médio e direto. A guitarra precisa cortar sem ocupar todo o espaço do grave, porque o baixo de Paulo Jr. e a bateria do Sepultura precisam empurrar o riff junto. Em vez de uma parede moderna super comprimida, a melhor leitura é uma guitarra high-gain com ataque, palm mute curto e médios suficientes para manter o riff legível.

A Jackson signature com EMG 81 reforça esse caminho: captador ativo de ponte, single volume, escala de ébano e Floyd Rose. O Orange Rockerverb 100 MKII documentado pela Premier Guitar explica outra parte do padrão: Andreas prefere tirar a distorção do amp, com a guitarra indo direto ao cabeçote para manter madeira, captador e mão direita mais aparentes.

Andreas também usa o silêncio como parte do peso. Em muitos riffs do Sepultura, o impacto vem do corte entre notas, da pausa curta e da forma como o riff encaixa com a bateria. Wah, delay, harmonizer e outros efeitos aparecem como cor e função de palco; o núcleo do som continua sendo guitarra de metal, amp pesado e execução firme.

Influências citadas
Thrash metalGroove metalDeath/thrashMetal brasileiroSepulturaMúsica brasileira
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2 modelos

Guitarras

J

Jackson Pro Series Signature Andreas Kisser Soloist Quadra

Jackson·2023-presente·Sepultura
Verificado

Modelo signature Pro Series inspirado na arte de Quadra. Corpo de nyatoh, braço de maple neck-through com reforço de grafite, escala de ébano com raio composto 12"-16", 24 trastes jumbo, captador EMG 81 na ponte, volume único e Floyd Rose 1000. É a referência mais forte e verificável para a fase recente de Andreas Kisser.

J

Jackson Randy Rhoads Flying V

Jackson·fase Sepultura / De La Tierra·Sepultura
Verificado

Premier Guitar lista duas Jackson Randy Rhoads Flying V no rig de Andreas Kisser: uma com EMG 81 e outra com EMG James Hetfield Het Set. Na entrevista, Andreas Kisser chama a Randy Rhoads de seu formato favorito para palco, o que ajuda a entender a preferência por guitarra de ataque direto, humbuckers fortes e ergonomia voltada a metal.

1 modelo

Amplificadores

O

Orange Rockerverb 100 MKII + Orange 4x12

Orange·fase Sepultura / De La Tierra·Sepultura
Verificado

Premier Guitar lista Orange Rockerverb 100 MKII e quatro caixas Orange 4x12 no rig de Andreas Kisser. Andreas Kisser diz na entrevista que não usa pedal de distorção para o drive principal: a guitarra vai direto ao amp, buscando um som pesado, cheio e com a resposta do captador mais aparente.

2 pedais

Pedais

D

Dunlop Cry Baby Andreas Kisser Signature Wah

Dunlop·fase Sepultura / De La Tierra·Sepultura
Verificado

Wah signature citado pela Premier Guitar no rig de Andreas Kisser. Andreas Kisser descreve o pedal como baseado na lógica do 95Q, sem chave liga/desliga tradicional, com controle de Q, volume e boost lateral. É o efeito mais característico do setup, usado como voz de solo e acento expressivo.

B

Boss ES-8, DD-500, PS-6, GE-7 e efeitos MXR

Boss / MXR·fase Sepultura / De La Tierra·Sepultura
Verificado

A lista da Premier Guitar inclui Boss ES-8 Effects Switching System, DD-500 Digital Delay, PS-6 Harmonist, GE-7 Graphic Equalizer, MXR Phase 90 e MXR EVH-117 Flanger. Esses itens não são a fonte do drive principal; funcionam como organização de palco, ambiência, modulação e ajustes de presença em solos e passagens específicas.

1 modelo

Microfones

A

Audio-Technica AE6100 / AE4100

Audio-Technica·turnê Celebrating Life Through Death·Sepultura
Verificado

A Audio-Technica Brasil informa que o Sepultura escolheu os microfones AE6100 e AE4100 para a turnê de despedida, captando os vocais de Derrick, Paulo e Andreas. No caso de Andreas Kisser, a função é backing vocal de palco: corte, rejeição de feedback e inteligibilidade em uma banda de alto volume.

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Cordas e acessórios

S

SG Andreas Kisser Signature Strings

SG Strings·fase Sepultura / De La Tierra·Sepultura
Verificado

Premier Guitar lista cordas SG Andreas Kisser Signature em três jogos: .010-.036, .013-.060 e .013-.056. A variação de calibre faz sentido para repertório com afinações e tensões diferentes, preservando ataque firme e estabilidade em riffs pesados.

D

Dunlop Tortex 1.0 mm + cabos Tecniforte Andreas Kisser

Dunlop / Tecniforte·fase Sepultura / De La Tierra·Sepultura
Verificado

Premier Guitar lista palhetas Dunlop Tortex 1.0 mm e cabos Tecniforte Andreas Kisser no rig. Para o som de Andreas Kisser, isso é parte do básico: palheta firme para downstrokes e palm mute, cabo confiável para palco de alto volume e menos ruído entre guitarra e amp.

Rig

Setup atual

A leitura mais confiável do setup de Andreas Kisser combina duas camadas: a fase recente documentada pela Jackson, com a Pro Series Signature Soloist Quadra, e a base de rig publicada pela Premier Guitar, com Orange Rockerverb 100 MKII, caixas Orange 4x12, wah signature Dunlop, efeitos Boss/MXR, cordas SG e palheta Dunlop Tortex.

O ponto central é consistente: Andreas Kisser não depende de uma cadeia enorme para criar peso; o som vem de guitarra com captador forte, amp pesado, mão direita firme e efeitos usados como cor.

O microfone Audio-Technica entra como registro de palco para backing vocals na turnê de despedida, não como centro do timbre de guitarra.

Caminho prático

Como chegar perto do som de Andreas Kisser

As opções abaixo mostram caminhos realistas para estudar a sonoridade de Andreassem transformar equipamento em receita mágica. A referência explica a função musical; as alternativas mostram o que dá para preservar e onde começam os trade-offs.

Guitarra principal

3 caminhos
Referência
Jackson Pro Series Signature Andreas Kisser Soloist Quadra
R$ 12.900–14.000

É a referência direta da fase Quadra. O conjunto EMG 81, Floyd Rose 1000, 24 trastes jumbo e construção neck-through entrega ataque, sustain e estabilidade para riffs secos e solos com alavanca. O custo é alto, mas a proposta é muito clara: uma guitarra de palco para metal, sem controles ou captadores sobrando.

Intermediário
Jackson X Series Soloist SLX DX
R$ 5.500–8.000

Mantém a ideia de Soloist rápida, 24 trastes e ponte de dupla trava, mas com construção e captadores de linha inferior. É uma alternativa coerente para estudar ergonomia, estabilidade e resposta de superstrato de metal sem pagar o valor da signature. O upgrade mais lógico no futuro seria uma captação mais definida para riffs de alto ganho.

Acessível
Jackson JS32 Dinky / JS32Q Dinky
R$ 3.000–4.500

A JS32 não entrega a mesma construção neck-through nem o mesmo captador ativo, mas preserva o básico para estudar Andreas Kisser: 24 trastes, pegada de superstrato, humbuckers e ponte para linguagem de metal. Com boa regulagem, cordas novas e ganho controlado, já permite trabalhar palm mute, precisão e riffs de Sepultura sem começar por uma guitarra premium.

Amplificador principal

3 caminhos
Referência
Orange Rockerverb 100 MKIII + caixa 4x12 Orange
R$ 25.000–40.000+

A referência documentada é o Rockerverb 100 MKII com caixas Orange 4x12. Como o MKII aparece mais no usado, o MKIII é o caminho atual mais próximo dentro da linha. O ganho real está no drive vindo do amp: som cheio, grave firme e resposta direta da guitarra, sem depender de pedal de distorção para criar peso.

Intermediário
Orange Super Crush 100 Head ou Combo
R$ 7.500–9.500

O Super Crush 100 não é valvulado como o Rockerverb, mas mantém a linguagem Orange em um formato bem mais acessível. O usuário ganha 100W, dois canais e resposta voltada a palco/ensaio, com menos complexidade e manutenção. A perda aparece em profundidade, sensação de power amp e refinamento de dinâmica.

Acessível
Boss Katana 100 ou Orange Crush 35RT
R$ 2.500–4.500

É um caminho de estudo e ensaio, não uma cópia do stack de palco. O importante é buscar um canal de ganho com médios presentes, grave controlado e pouca compressão artificial. Se o riff ficar grande sozinho, mas sem ataque, reduza gain e grave antes de trocar de amp.

Wah e efeitos

3 caminhos
Referência
Dunlop Cry Baby AK95 Andreas Kisser Signature Wah
R$ 1.100–1.500

O AK95 é o wah signature ligado diretamente ao Andreas Kisser. É o item mais característico da parte de efeitos, com sweep expressivo para solos e acentos. Os demais efeitos do rig, como delay, harmonizer, EQ e modulações, são complementares; o drive principal continua vindo do amp.

Intermediário
Dunlop 535Q ou Cry Baby GCB95 + delay Boss usado
R$ 900–2.000

O 535Q preserva a lógica de wah com mais controle de faixa e intensidade, enquanto o GCB95 entrega o caminho clássico com menos ajustes. Com um delay Boss usado, o usuário já cobre o básico expressivo de solo sem montar uma pedaleira grande. A diferença está em assinatura, recursos e organização de palco.

Acessível
Vox V845, Mooer Wahter ou wah usado simples
R$ 350–800

Não entrega o mesmo comportamento do AK95, mas preserva a função musical: abrir frases, criar movimento em solos e destacar ataques. Para estudar Sepultura, um wah simples bem usado vale mais do que muitos efeitos ligados ao mesmo tempo. O cuidado é não deixar o efeito mascarar palhetada e afinação.

Cordas e ataque

3 caminhos
Referência
SG Andreas Kisser Signature + Dunlop Tortex 1.0 mm
R$ 90–180 em cordas; R$ 6–15 por palheta

A referência de cordas e palheta é menos chamativa que guitarra ou amp, mas afeta diretamente o ataque. Os jogos SG listados cobrem tensões diferentes, e a Tortex 1.0 mm dá firmeza para downstrokes e palm mutes. Para riffs de Andreas Kisser, corda cansada e palheta mole mudam mais o resultado do que parece.

Intermediário
D'Addario XL/NYXL ou Ernie Ball em calibre equivalente + Tortex 1.0 mm
R$ 60–190 em cordas; R$ 6–15 por palheta

Preserva a função principal: tensão coerente para afinação, ataque claro e estabilidade. A diferença está em sensação, durabilidade e escolha de calibre, mas o usuário consegue chegar muito perto da resposta necessária se escolher cordas novas e calibre compatível com a afinação usada.

Acessível
NIG, SG ou Solez em calibre pesado + palheta 1.0 mm
R$ 35–90 em cordas; R$ 3–10 por palheta

É o mínimo coerente para estudar a função do som: corda nova, calibre firme e palheta que não dobre no ataque. A perda está em durabilidade e estabilidade, mas o ganho já aparece na mão direita. Antes de aumentar gain, troque cordas velhas e use uma palheta mais previsível.

Microfone de palco

3 caminhos
Referência
Audio-Technica AE6100 ou AE4100
R$ 1.500–2.000

A referência vem da turnê de despedida do Sepultura. Para backing vocals em banda alta, o ponto é rejeição de feedback, resistência de palco e voz que aparece sem embolar com guitarras. O AE6100 é hipercardioide; o AE4100 segue a lógica de microfone vocal dinâmico de palco.

Intermediário
Shure SM58 ou Sennheiser e835
R$ 900–1.300

Não é a mesma escolha documentada da turnê, mas preserva a função: microfone dinâmico confiável, fácil de achar no Brasil e resistente a palco. A diferença aparece em padrão polar, rejeição lateral e presença na mix, mas já atende ensaio e show pequeno com segurança.

Acessível
Leson SM58 P4 / CSR HT-58A
R$ 150–350

É a opção para ensaio e estudo, não para copiar a estrutura de uma turnê profissional. O ganho é custo baixo e disponibilidade; a perda aparece em rejeição de feedback, robustez e clareza quando o palco fica alto. Serve para praticar backing vocal sem investir cedo demais em microfone premium.

Importante: as alternativas são leituras editoriais baseadas na função do som e nas fontes públicas citadas. As faixas de preço são estimativas reais de mercado, checadas em lojas e marketplaces brasileiros, mas não são preço fixo: podem variar por estoque, estado, condição do produto, importação, frete e forma de pagamento. Nenhuma opção alternativa é endossada pelo artista.

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Análises técnicas

Timbres analisados

Verificável

Fontes citadas

Equipamentos e dados técnicos só recebem destaque forte quando existe fonte direta ou referência confiável citada.