Quem é Eloy Casagrande
Eloy é um dos bateristas brasileiros de metal com maior projeção internacional. A página da D'Addario/EVANS registra Eloy como baterista do Sepultura desde 2011, com participação em discos e DVDs da banda, além de destacar a trajetória precoce dele na bateria, incluindo concursos vencidos ainda na adolescência. O site oficial da TAMA, por sua vez, hoje lista Eloy no grupo Slipknot, o que marca a fase atual da carreira.
Para o Trastes, o recorte mais importante é a fase Sepultura, especialmente discos como Machine Messiah e Quadra. Eloy levou o Sepultura recente para uma bateria muito física, mas também muito controlada. O bumbo precisa ser lido em passagens rápidas, a caixa precisa ter corpo e os tons precisam aparecer como notas, não como ruído de virada.
O setup listado pela TAMA mostra uma configuração grande de Starclassic Bubinga Custom Finish, com quatro bumbos, vários tons, surdos e duas caixas. Esse dado é atual e ligado à fase Slipknot, então a página não usa esse kit como se fosse prova direta de gravação do Sepultura. O valor dele aqui é técnico: entender o tipo de resposta que Eloy busca em bateria moderna, com ataque, extensão e muita separação entre peças.
Na página da EVANS/D'Addario, os favoritos de Eloy incluem baquetas ProMark Classic Forward 5B Raw Hickory, pele de bumbo EVANS EMAD Heavyweight, Snare Side 500 e Blaster Snare Wire. Esses itens são úteis porque conectam o timbre a coisas que o baterista realmente sente: peso da baqueta, ataque de bumbo, resposta de caixa e controle de dinâmica.
Estilo e timbre
O timbre de Eloy é grande, mas não solto. A bateria precisa soar pesada sem perder leitura: bumbo com ataque, caixa com corpo, tons afinados em notas claras e pratos que abrem sem cobrir o riff. O erro comum ao tentar aproximar esse som é pensar só em volume ou velocidade.
A escolha por EVANS EMAD Heavyweight no bumbo ajuda a entender a estética: ataque, grave controlado e durabilidade para tocar pesado. Baquetas ProMark 5B reforçam pegada e massa de ataque, enquanto os itens de caixa citados pela D'Addario ajudam na resposta seca e articulada.
Eloy é especialmente útil para o Trastes porque ensina que bateria pesada também é som de precisão. Se o bumbo duplo não soa uniforme, se os pratos cobrem tudo ou se a caixa não tem centro, a performance pode até parecer intensa, mas perde impacto dentro da banda.
Baterias
TAMA Starclassic Bubinga Custom Finish
A página oficial da TAMA lista Eloy usando Starclassic Bubinga Custom Finish. O setup descrito inclui quatro bumbos, tons 10x7, 12x8, 13x9, surdos 16x14 e 18x16, além de caixas 14x6 e 14x6.5. É uma referência atual de palco, ligada à fase Slipknot, útil para entender a busca de Eloy por ataque e separação.
Acessórios e controle
ProMark Classic Forward 5B Raw Hickory
A página da D'Addario lista a Classic Forward 5B Raw Hickory entre os favoritos de Eloy. Baqueta 5B favorece peso de ataque, durabilidade e sensação física maior que uma 5A tradicional, o que combina com repertório de metal em volume alto.
EVANS EMAD Heavyweight Bass Batter
Pele de bumbo listada entre os favoritos de Eloy. A EMAD Heavyweight é descrita pela EVANS como pele durável, com ataque aumentado e low end reforçado. Para estudar o som de Eloy, a função é clara: bumbo definido, pesado e controlado.
EVANS Snare Side 500 + Blaster Snare Wire
Itens de caixa listados entre os favoritos de Eloy na página da D'Addario. A função é resposta de caixa mais firme, articulação e presença em backbeats pesados. Não substituem afinação, mas ajudam a explicar por que a caixa de Eloy precisa ter centro e ataque.
Setup atual
O setup verificável mais recente de Eloy Casagrande passa pela TAMA Starclassic Bubinga Custom Finish na fase Slipknot e por favoritos EVANS/ProMark listados pela D'Addario.
Para estudar a fase Sepultura, a leitura precisa ser honesta: não atribuir automaticamente o kit atual às gravações antigas, mas usar essas fontes para entender a lógica sonora de Eloy Casagrande, baseada em ataque, volume físico e clareza de peça por peça.
Como chegar perto do som de Eloy Casagrande
As opções abaixo mostram caminhos realistas para estudar a sonoridade de Eloysem transformar equipamento em receita mágica. A referência explica a função musical; as alternativas mostram o que dá para preservar e onde começam os trade-offs.
Bateria principal
3 caminhosA Starclassic Bubinga exata é difícil de reproduzir no Brasil, principalmente em configuração grande. Uma Starclassic Performer preserva a ideia de kit TAMA profissional, com projeção, estabilidade e resposta mais refinada. O usuário ainda depende de afinação, peles e técnica para chegar perto da clareza física de Eloy.
A Superstar Classic entrega uma base TAMA coerente para estudar ataque e tons com nota, com custo bem menor que uma Starclassic. A perda aparece em refinamento, projeção e hardware, mas o caminho de estudo continua válido: bumbo claro, caixa afinada e pratos controlados antes de pensar em kit gigante.
É uma solução de estudo e ensaio, não uma cópia de palco profissional. Ainda assim, uma TAMA de entrada/intermediária com peles corretas, afinação cuidada e pedal bem regulado permite trabalhar o essencial: regularidade de bumbo, caixa com centro e viradas limpas. O limite aparece em projeção e profundidade dos cascos.
Peles e baquetas
3 caminhosEssa combinação mexe diretamente no ataque: pele de bumbo com controle e baqueta 5B com mais massa. É uma forma mais realista de aproximar o comportamento do som de Eloy do que trocar de kit cedo demais. O resultado depende de afinação e de como o pé toca o bumbo.
Preserva a função de ataque e controle de bumbo com custo um pouco menor ou disponibilidade maior. A diferença aparece na resposta e na durabilidade, mas o usuário já consegue estudar bumbo definido e pegada consistente. Para metal moderno, isso pesa mais que estética de kit.
É o mínimo coerente para estudar o conceito: bumbo com ataque e baqueta com massa suficiente. Não entrega a mesma sensação de produto premium, mas ajuda a sair do som embolado de pele cansada e baqueta leve demais. Antes de comprar pratos caros, esse ajuste costuma trazer mais resultado.
Importante: as alternativas são leituras editoriais baseadas na função do som e nas fontes públicas citadas. As faixas de preço são estimativas reais de mercado, checadas em lojas e marketplaces brasileiros, mas não são preço fixo: podem variar por estoque, estado, condição do produto, importação, frete e forma de pagamento. Nenhuma opção alternativa é endossada pelo artista.
Timbres analisados
Fontes citadas
Equipamentos e dados técnicos só recebem destaque forte quando existe fonte direta ou referência confiável citada.