Quem é Felipe Andreoli
Felipe Andreoli é um baixista brasileiro nascido em São Paulo em 7 de março de 1980. Começou no baixo ainda jovem e construiu uma carreira muito ligada ao metal progressivo, ao power metal e à música instrumental. O nome dele ficou especialmente associado ao Angra, banda que integrou a partir da fase Rebirth e onde passou a ocupar um papel central na cozinha e na sustentação harmônica dos arranjos.
No Angra, Felipe entrou em um momento de reconstrução. A banda vinha de uma mudança grande de formação, e discos como Rebirth e Temple of Shadows precisavam soar técnicos, pesados e modernos sem perder o lado melódico que já fazia parte da identidade do grupo. O baixo de Felipe ajudou essa fase a ganhar corpo: não é um baixo escondido no grave, mas uma voz rítmica e melódica que acompanha riffs, reforça acentos da bateria e aparece em passagens instrumentais.
Além do Angra, Felipe também aparece ligado ao grupo solo de Kiko Loureiro, ao projeto instrumental 4Action, ao Matanza Ritual e à carreira solo. O álbum Resonance mostra esse lado autoral com mais liberdade, trazendo baixo em posição de destaque, mas sem transformar tudo em demonstração técnica. Essa combinação entre virtuosismo, composição e didática também explica sua presença como professor, produtor e criador de cursos online.
Uma parte importante da relevância de Felipe Andreoli está na forma como ele traduz técnica para música. A página oficial dele destaca turnês por mais de 35 países, workshops, masterclasses e atuação como educador. Para o Trastes, isso torna a página útil não apenas para saber quais baixos e equipamentos ele usa, mas para entender como ataque, cordas, médios, compressão e escolha de timbre ajudam o baixo a funcionar dentro de uma banda como o Angra.
Estilo e timbre
O timbre de Felipe Andreoli é definido, articulado e moderno. Em vez de depender apenas de grave, o som costuma trabalhar com médios suficientes para que as notas apareçam entre guitarras distorcidas, bumbo duplo e vocais melódicos. Isso é essencial no Angra, porque muitos arranjos têm riffs rápidos, mudanças de dinâmica e linhas que precisam ficar claras mesmo quando a banda inteira está tocando forte.
A entrevista publicada pela MusicRadar / Bass Guitar Magazine ajuda a entender esse caminho. Felipe citou baixos Ibanez BTB de seis cordas com captadores Aguilar, cabeçote Aguilar AG700, caixa DB810, cabos e cordas D'Addario. A combinação aponta para um som com headroom, ataque rápido, grave firme e bastante definição nas cordas mais graves e agudas do baixo de seis cordas.
A parte digital e de efeitos também é relevante. O BOSS Tone Central tem uma coleção Rock Bass by Felipe Andreoli para GT-1B, com patches de clean brilhante, chorus com delay, drive leve, oitavas, wah, ambiências e synth bass. Isso mostra que a sonoridade dele não se resume a baixo limpo: há espaço para texturas, linhas mais atmosféricas, passagens com drive e timbres específicos para música.
Baixos
Ibanez BTB6
A página oficial da Ibanez lista Felipe Andreoli como artista da marca e indica BTB6 entre os modelos usados. Na entrevista à MusicRadar, Felipe também citou baixos Ibanez BTB de seis cordas com captadores Aguilar. É a referência mais direta para o lado moderno do som dele: escala ampla, resposta clara e muita estabilidade para linhas rápidas em metal progressivo.
Ibanez SR6
A Ibanez também lista SR6 como modelo usado por Felipe Andreoli. A linha SR é mais fina e ergonômica, o que combina com a execução rápida e técnica dele. Para quem quer estudar linhas do Angra, a ideia importante é ter um baixo confortável, bem regulado e com resposta equilibrada nas seis cordas.
Ibanez BTB de seis cordas com captadores Aguilar
Na entrevista à MusicRadar, Felipe explicou que usa baixos Ibanez BTB de seis cordas com captadores Aguilar. Esse detalhe é importante porque o timbre dele depende de definição e alcance, não apenas de peso. O baixo de seis cordas facilita regiões agudas para melodias e cordas graves para riffs mais densos.
Amplificadores
Aguilar AG700
Felipe citou o Aguilar AG700 como cabeçote capaz de lidar com qualquer sala. A escolha faz sentido para um baixista que precisa de headroom e clareza em palco grande. Em uma banda como o Angra, esse tipo de amp ajuda o baixo a ficar firme sem virar apenas uma massa grave atrás das guitarras.
Aguilar DB810
Na mesma entrevista, Felipe mencionou a caixa Aguilar DB810 e disse que gosta de sentir o falante mexendo, mesmo usando in-ear monitors. Isso ajuda a entender o lado físico do som dele: o baixo precisa aparecer no PA, mas também precisa responder no palco com pressão e sensação de movimento.
Pedais
BOSS GT-1B - Rock Bass by Felipe Andreoli
O BOSS Tone Central publicou uma coleção de patches criada por Felipe para sons que ele usaria no dia a dia com suas bandas. A lista inclui clean brilhante, chorus e delay, drive leve, oitavas, wah, ambiências e synth bass. É uma fonte muito útil para entender a paleta de efeitos dele sem inventar pedal específico.
NIG Bass Plus Felipe Andreoli Signature
O Bass Plus é um pedal signature associado ao nome de Felipe Andreoli, com função de shape e drive. A descrição de lojas brasileiras informa que o modo shape atua nos médios e que o drive permite misturar som saturado com som limpo via controle Blend. Para baixo em metal, essa lógica é importante porque preserva definição mesmo com saturação.
Cordas e acessórios
D'Addario EXL165-6 Nickel Wound 32-135
A página brasileira da D'Addario / Musical Express lista o encordoamento EXL165-6 no setup de Felipe Andreoli. A própria página traz uma fala dele sobre as cordas D'Addario acompanharem sua carreira e serem parte importante do timbre. Para um baixo de seis cordas, esse calibre ajuda a manter brilho, afinação e consistência.
Cabos D'Addario
Na entrevista à MusicRadar, Felipe citou cabos D'Addario junto das cordas. Parece detalhe pequeno, mas em baixo com muito grave e sinal ativo, cabo confiável ajuda a manter consistência, ruído baixo e resposta previsível no palco e em gravação.
Setup atual
O setup documentado com mais segurança combina baixos Ibanez SR6 e BTB6, especialmente BTB de seis cordas com captadores Aguilar, amplificação Aguilar AG700 com caixa DB810, cordas D'Addario EXL165-6 e efeitos que podem ir de drive leve a ambiências e synth bass.
A leitura prática é que Felipe Andreoli busca um baixo com muita definição, médios audíveis, grave controlado e resposta rápida.
Para chegar perto, o instrumento precisa estar muito bem regulado, a mão direita precisa ter ataque consistente e o timbre não pode ser montado só com grave.
O baixo do Angra funciona porque ocupa espaço na mix sem brigar com a guitarra.
Como chegar perto do som de Felipe Andreoli
Cada linha mostra três caminhos para chegar perto do timbre do Felipe: o equipamento original, uma alternativa intermediária, e uma versão mais acessível para setups simples ou orçamento mais limitado.
Baixo principal
3 caminhosA referência mais fiel é seguir o caminho Ibanez de seis cordas, especialmente BTB ou SR de nível profissional. Esse tipo de baixo entrega braço confortável, boa estabilidade e alcance para linhas graves e melodias em regiões mais altas. O custo é alto no Brasil, mas é o ponto de partida mais próximo do setup associado a Felipe Andreoli.
Um SR506E ou BTB usado de seis cordas aproxima muito bem a ergonomia e a proposta moderna da Ibanez. O timbre pode não ter o mesmo acabamento de captadores e pré de modelos superiores, mas já entrega a extensão e a tocabilidade necessárias para estudar Angra com mais fidelidade. Uma boa regulagem e cordas novas fazem mais diferença do que trocar de baixo cedo demais.
A alternativa acessível deve priorizar conforto, afinação e definição. Um baixo ativo de cinco ou seis cordas já permite estudar muitas linhas do Angra, mesmo que o som tenha menos refinamento e menos headroom que um Ibanez profissional. Se o orçamento for curto, prefira um instrumento bem regulado a um baixo caro mal ajustado.
Amp e pressão de palco
3 caminhosO conjunto Aguilar é a referência mais direta citada por Felipe Andreoli em entrevista. O AG700 entrega potência e headroom, enquanto a DB810 adiciona pressão física e presença no palco. É um setup grande e caro, mais realista para turnê do que para estudo em casa, mas explica por que o baixo dele soa firme sem perder clareza.
Um cabeçote confiável com boa caixa 4x10 já aproxima a ideia de baixo definido e presente em banda. O som terá menos escala e menos pressão que uma 8x10, mas será muito mais viável para ensaio, palco pequeno e gravações. Busque headroom, DI decente e equalização que permita controlar graves e médios com precisão.
Para estudar e gravar, uma interface com simulação de amp de baixo pode ser mais útil do que um amplificador barato tocado baixo demais. Em ensaio, um combo honesto de 100 a 200W resolve se a banda controlar volume. O segredo é não exagerar no grave e deixar os médios trabalharem.
Cordas e efeitos
3 caminhosAs cordas D'Addario EXL165-6 aparecem no setup brasileiro oficial de Felipe, e a coleção BOSS mostra a paleta de efeitos que ele criou para baixo rock. É uma combinação muito útil para quem quer brilho, afinação estável, clean definido, drive controlado e ambiências sem perder a função do baixo na banda.
Se a GT-1B não couber no orçamento, mantenha as cordas certas e use um preamp/DI com drive leve e controle de médios. Isso resolve a parte mais importante do timbre: sinal consistente, brilho suficiente e saturação misturada ao som limpo. Para Angra, preserve definição antes de buscar efeitos diferentes.
Com orçamento menor, comece por cordas novas e uma cadeia simples. Um baixo bem regulado com cordas nickel novas, compressão leve e EQ bem ajustado chega mais perto do som de Felipe Andreoli do que um pedal cheio de efeitos mal usados. O foco deve ser ataque, dinâmica e clareza de nota.
Importante: os trade-offs descritos refletem nossa avaliação técnica baseada em fontes públicas. Nenhum equipamento alternativo é endossado pelo artista. Faixas de preço podem variar.
Fontes citadas
Equipamentos e dados técnicos só recebem destaque forte quando existe fonte direta ou referência confiável citada.
- Site oficialAcessar →Felipe Andreoli - About / SobreFelipeAndreoli.com
- Site oficialAcessar →Ibanez - Felipe Andreoli artist pageIbanez
- EntrevistaAcessar →MusicRadar - Angra's Felipe Andreoli interviewMusicRadar / Bass Guitar Magazine · Set 2019
- Site oficialAcessar →Bass Magazine - Felipe Andreoli releases ResonanceBass Magazine · Jan 2022
- Site oficialAcessar →BOSS Tone Central - Rock Bass by Felipe AndreoliBOSS Tone Central
- Site oficialAcessar →Musical Express - Felipe Andreoli D'AddarioMusical Express / D'Addario Brasil
- Site oficialAcessar →Felipe Andreoli - Angra Bass AnthologyFelipeAndreoli.com
- Site oficialAcessar →Spotify - Felipe AndreoliSpotify
- Site oficialAcessar →PH Music Store - NIG PBPL Bass Plus Felipe Andreoli SignaturePH Music Store
- Site oficialAcessar →Loja D'Addario - EXL165-6D'Addario Brasil
- Site oficialAcessar →Guitar Music - BOSS GT-1BGuitar Music